::FESTA DA DANÇA 08::29 de Abril a 4 de Maio:: LISBOA

Festa Da Dança 08
29 de Abril a 4 de Maio
LISBOA


Nos últimos anos foi-se desenhando em Lisboa, quase sem darmos por isso, um circuito impressionante de estruturas para a dança contemporânea e que, a nosso ver, atesta a nossa vitalidade e maturidade.
Em forma de um “L” deitado, podemos dizer que o eixo começa no edifício dos Bombeiros Lisbonenses no Marquês do Pombal. Este espaço está “ocupado” pela dança contemporânea desde os anos oitenta onde, num primeiro tempo, esteve a Escola do Rui Horta e por onde muitos coreógrafos da primeira geração da Nova Dança Portuguesa passaram, e, num segundo tempo e durante muitos anos, foi a sede e estúdios do Festival Alkantara (na altura Danças na Cidade), da Companhia ACCCA a da Eira, que ainda lá se encontra. Descemos depois pela a Avenida da Liberdade até à baixa pombalina e na Rua dos Fanqueiros encontramos a estrutura C.E.M/Centro em movimento, que faz o “cotovelo” do “L”. Vira-se à direita, sobe-se até ao Chiado e chega-se ao edifício da Interpress no Bairro Alto onde encontramos os estúdios e salas de apresentação da Bomba Suicida, da Companhia ACCCA e do Forum Dança. Descemos depois a Calçada do Combro e passamos pelo espaço do Negócio/ZDB, seguimos pela Rua Poços do Negros e passamos pelo Atelier Real e chegamos em Santos, ao novo espaço do Festival Alkantara. Por fim, segue-se pela 24 de Julho para acabar esta enorme linha na zona do Largo do Calvário onde, a partir de Maio deste ano, o Forum Dança e o Rumo do Fumo passarão a ter os seus espaços na recente LX Factory, onde trabalharão num ambiente de grande dinâmica artística.
Esta cartografia funciona enquanto sub-texto motor da Festa da Dança, propondo que a população e os artistas circulem pelas nossas instalações e conheçam a nossa realidade “por dentro”.
Falámos de Lisboa e dos espaços que têm estúdios ou espaços de apresentação, mas existem muitos outros na capital, como a Dupla Cena, a Jangada de Pedra, a Vo’Arte, os Materiais Diversos ou o ZUT!, que funcionam sobretudo enquanto escritórios de produção das suas actividades. Por outro lado, esta dinâmica também acontece à escala nacional, em cidades e localidades como o Porto (Balleteatro, Fábrica de Movimentos, NEC), Vila do Conde (Festival Circular), Viseu (Companhia Paulo Ribeiro/Teatro Viriato), Vila Nova de Ródão (CENTA), Torres Vedras (Transforma), Almada (Ninho de Víboras), Montemor-o-Novo (Espaço do Tempo) ou Algarve (Devir/CaPA, CasaBranca).
João Fiadeiro
Filipe Viegas


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da dança a 29 de Abril de 2008 a REDE- Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, apresenta a Festa da Dança que terá lugar entre 29 de Abril e 4 de Maio em vários espaços na cidade de Lisboa. Linhas programáticas abrangentes com entrada livre e aberta à comunidade.

Festa da Dança 08

Dia 29 de Abril Lx Factory (Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara)
15:00 - 18:00 Abertura da Festa da Dança
com apresentação das actividades da REDE e homenagem ao Prof. Gil Mendo

Dia 30 de Abril Lx Factory (Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara)
11:00 - 18:00 Encontro REDE - " O que andas a fazer?" (Aberto a profissionais)

Dia 1 de Maio Lx Factory (Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara)
18:00 Debate – Intermitência no espectáculo

Dia 3 de Maio
10:00-14:00
Eira (Rua Camilo Castelo Branco 33 Marquês de Pombal), c.e.m (Rua dos Fanqueiros, nº150, 1º andar Baixa), ACCCA, Forum Dança (Edifício Interpress, Rua dos Caetanos N26, Bairro Alto – em frente ao Conservatório de Música) - Sessões de dança contemporânea para não profissionais abertas
15:00-19:00 Negócio/ZDB (Rua de O Século nº 9, porta 5), Atelier Real (Rua Poço dos Negros nº55), Bomba Suicida (Edifício Interpress, Rua dos Caetanos N26, Bairro Alto – em frente ao Conservatório de Música) - Apresentações simultâneas de trabalhos em progresso
22:00-24:00 Alkantara (Calçada Marquês de Abrantes 99 – Santos) - Apresentações de projectos em espaços não convencionais
24:00 Lx Factory - Festa da Festa (Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara)

Dia 4 de Maio
14:30 – 17:30
Terreiro do Paço/Ministério das Finanças – apresentações de projectos em espaços não convencionais


CONVERSAS
DEBATES

Este ano decidimos “dar corpo”, durante uma semana inteira, ás diferentes frentes de intervenção comuns a comunidade da dança contemporânea, desde a consciencialização cívica e política, passando pela reflexão sobre o nosso passado e o nosso futuro, até à celebração artística propriamente dita.


Dia 29 de Abril
Lx Factory

Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara


15:00 - 18:00 Abertura da Festa da Dança com apresentação das actividades da REDE e homenagem ao Prof. Gil Mendo

A programação da Festa da Dança será apresentada no dia 29 de Abril, dia mundial da dança, na LX Factory, com a participação das estruturas, artistas, parceiros e colaboradores. A acompanhar esta apresentação estará a passar um filme-ambiente que será feito a partir do espólio do centro de documentação do Forum Dança. Iremos ainda homenagear publicamente o Professor Gil Mendo, figura incontornável e central para a afirmação da dança contemporânea em Portugal e na Europa, tornando-o sócio honorário da REDE.


Dia 30 de Abril
Lx Factory
Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara

11:00 - 18:00 Encontro REDE - " O que andas a fazer?" (Aberto a profissionais)

As estruturas mudam de objectivos e práticas com o tempo e muitas vezes a sua “imagem” já não corresponde ao que de facto fazem. Esta será uma oportunidade para que cada estrutura se apresente a partir daquilo que foi o seu passado, o que é o seu presente e o que deseja para o seu futuro. Este dia será dedicado a apresentação das estruturas sócias da REDE, de forma a transmitir informação essencial para a compreensão do contexto criativo e cultural actual na perspectiva de criar naturalmente sinergias entre os participantes.

Dia 1 de Maio
15:00 Parada Mayday
– A partir da Praça do Camões até à Alameda Afonso Henriques

18:00 Debate – A intermitência no espectáculo - Lx Factory (Rua Rodrigues aria, 103)


Jornada relacionada com temas e preocupações comuns a comunidade artística ou sejam a Intermitência. Participação da REDE na Parada May Day com a Plataforma dos intermitentes antes de iniciar o Debate no Lx Factory sobre a intermitência e a falência da própria palavra. Foi promulgada em Fevereiro de 2008 a Lei n.º 4/2008 que pretende regulamentar um novo regime contratual para o sector das artes do espectáculo e do audiovisual que consideramos completamente desajustada da realidade e manifestamente oportunista. É uma lei desfasada das nossas necessidades e que não oferece respostas concretas aos problemas contratuais e de segurança social que afectam a maioria dos profissionais independentes. Para a organização deste ultimo debate, contaremos com a colaboração da Plataforma dos Intermitentes da qual a REDE faz parte. Convidámos personalidades que têm desenvolvido uma reflexão importante da contextualização do fenómeno da intermitência nas artes do espectáculo nas ópticas sócio-económica, jurídica e jornalística.

Moderadores:


Bruno Cabral – Plataforma dos intermitentes do Espectáculo
Sofia Neuparth – REDE

Convidados:

Dra. Catarina Martins – Plateia
Dra Helena Santos - Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Dra Glória Teixeira – Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Diana Adringa – Jornalista



AULAS

Sessões de Dança Contemporânea serão organizadas em vários espaços de formação de Lisboa (Forum Dança, c.e.m, Estúdio da Companhia Clara Andermatt, Eira) a fim de partilhar a experimentação de técnicas e práticas relacionadas com a dança contemporânea com não-profissionais, amadores, iniciados ou apenas interessados , podendo-se experimentar uma parte do trabalho “invisível” que os artistas e intérpretes desenvolvem para fazer o seu trabalho.

Dia 3 de Abril
Entre as 10:00 e as 14:00


eira33
Rua Camilo Castelo Branco 33 Marquês de Pombal

10:00 – Aula de Dança Contemporânea para Crianças - Dora Fonseca

A arte contemporânea pensa o presente, a dança contemporânea fá-lo através do corpo. Analisando o corpo como veículo de expressão, verifica-se que impacto tem nos outros essa mesma expressão.

12:00 - Oficina de Dança Contemporânea para Seniores - Rafael Alvarez
Partindo do encontro da dança com outras linguagens artísticas, pretende-se estabelecer uma plataforma de desenvolvimento criativo visando a exploração e experimentação prática de diversas metodologias e técnicas de dança contemporânea através de um espaço coreográfico aberto ao diálogo e troca de experiências.

c.e.m. – centro em movimento
Rua dos Fanqueiros, nº150, 1º andar Baixa


10:00 - Aula de Movimento Contemporâneo – Yola Pinto

Como trabalhar a fisicalidade que potencie a complexidade de movimento exigida a um performer contemporâneo. Disponibilidade, atenção, awareness, capacidade de relação, criatividade, consciência do funcionamento dos diversos sistemas do corpo, capacidade de integração da voz, percepção do corpo no espaço…

12:00 - Aula de Improvisação e Composição Coreográfica – Sílvia Real
Serão propostas improvisações individuais e em grupo baseadas em temas recorrentes no meu trabalho tais como o beco sem saída, o ridículo e a desconstrução do nosso lado "sério”.

Fórum Dança
Edifício Interpress, Rua dos Caetanos N26, Bairro Alto – em frente ao Conservatório de Música


10:00 - Aula de Pilates - Carla Marcelo

A prática de Pilates promove uma forte centralização e alongamento, permitindo que o corpo seja equilibrado e tonificado.

12:00 - Aula de Dança Contemporânea - Margarida Bettencourt
"Nada garante que consigas ser feliz...dançar é a tua única hipótese. Dança o melhor que puderes e souberes. A ponto de deixares toda a gente de boca aberta, tinha dito o homem - carneiro. "(citação de Haruki Marukami)


ACCCA
Edifício Interpress, Rua dos Caetanos N26, Bairro Alto – em frente ao Conservatório de Música

10:00 – Aula de Técnica de Dança Contemporânea – Jácome Filipe
"Na aula são viabilizados e executados processos de movimento e coordenação, obedecendo a etapas definidas, com um único objectivo previamente determinado: QUE VOCÊS SE MEXAM!! Divirtam-se."

12.00– Aula de Contacto Improvisação - Sílvia Pinto Coelho
“Apercebermo-nos da plasticidade do corpo quando tocamos superfícies tangíveis. O ar e o chão são as mais evidentes e mais úteis. Tocar outro corpo é comunicar interactivamente com um universo cultural e biológico necessariamente diferente do nosso, e talvez mais rico do que aprender línguas.”


Dia 3 de Maio

ATELIER Re.al


Rua Poço dos Negros nº55

15:00 - 19:00 – Inícios dos projectos de 45’ em 45’

No Atelier Real apresentação de projectos em fase de intenção onde os artistas expõem as suas ideias ainda embrionárias, intuições e intenções num formato que pode ou não implicar a apresentação de materiais concretos, mas que implica a discussão com o espectador e uma abertura no sentido de responder a questões que possam surgir em relação ás suas propostas. A mediação da discussão e do debate com o espectador será feita por João Fiadeiro.

15:00

A Oportunidade do Espectador de Rogério Nuno Costa

A Oportunidade do Espectador” é o projecto de dimensão curatorial que se segue à conclusão da trilogia “Vou A Tua Casa” e respectivo “Projecto de Documentação”, propondo um desenvolvimento das questões levantadas por esses projectos num modelo artístico transdisciplinar, e envolvendo uma componente teórica e de investigação a par de uma outra de cariz performativo. Várias acções tiveram lugar ao longo das três fases geográficas do projecto (Torres Vedras, Lisboa e Vila do Conde), desde workshops a conferências, passando por sessões de esclarecimento e show cases dos vários projectos convidados, assim como modelos vários de aproximação destas actividades a grupos específicos de espectadores. Paralelamente, um grupo de pensadores e de investigadores foi incumbido de estabelecer um diálogo com as questões conceptuais que o projecto levanta.
No âmbito da Festa da dança será apresentado um modelo conferencial/performativo, em jeito de “sessão de esclarecimento”, e orientado por 2 a 3 elementos da equipa do projecto. Apresentar-se-ão as matérias teórico-conceptuais do projecto de uma forma sucinta, antevendo a segunda fase de apresentações, em Lisboa, para no fim se abrir o tempo e o espaço às intervenções do espectador

15:45

Caos/Criticalidade/Organização de Ana Leitão e Ricardo Pinho


Na vida e em todos os sistemas dinâmicos, desde a correlação dos pássaros, à organização dos formigueiros, ao funcionamento celular são sistemas complexos. Nestes existem propriedades emergentes, propriedades que revelam uma ordem natural. Mas associada a estas ideias existe um caos e uma transição de fase entre a ordem e o caos, a criticalidade.
A nossa proposta como cientistas e artistas emergentes seria procurar uma forma de transmitir estes três conceitos abordando-os segundo uma linguagem corporal, mas sem perder as suas qualidades e características.

16:30

Fases de Bernardo Fernando

Como começar?
Esta é a questão que eu faria a um homem deficiente que quer mostrar que o seu corpo pode alcançar grandes patamares de desenvolvimento em certos matérias…

17:15

Time Line de Isabel Simões/Tiago Barbosa/Yann Gibert

Para transpor para palco uma continuidade de tempo é necessário multiplicar os actores e, virtualmente, o próprio espaço do palco. Sendo convencionalmente um espaço sem referências, o palco passará a corresponder a uma multiplicidade de espaços – portanto um não-espaço (o que de resto já acontece em qualquer peça de dança ou teatro). Na construção desta ilusão de continuidade são dados a ver estes desdobramentos.

18:00

R E S I L I R de Acerina Ramos


Resiliência: capacidades dos objectos sofrerem fortes impactos, saindo transformados destes. Nas pessoas é a capacidade de se transformarem positivamente perante situações adversas. Em psicologia é a capacidade que temos em nos superarmos de tragédias e períodos de dor emocional. Resilir convida a abrir a possibilidade de unir a investigação psicossocial e a performance.

18:45

La Famiglia (um olhar sobre o processo que inclui as peças “Às Origens da Crise” e “Ar ao Vento”) de Lígia Soares/Máquina Agradável

Através da apresentação excertos de vídeo e conversa, quero apresentar um processo de pesquisa sobre noções de representação num espaço teatral, à qual me tenho vindo a dedicar desde 2005.

1. desconstrução da personagem
„ Às Origens da Crise“ apresenta o espaço teatral como uma fuga ao quotidiano. O palco como um espaço que se antecede á vida e onde a personagem se expressa em constantes e esquizofrénicos diálogos com ela própria confrontando no seu discurso clichés sociais com um sentimento essencialmente existencialista.
2. desconstrução da acção performativa
Em « Ar ao Vento » o momento teatral é, ele mesmo, uma tábua rasa partindo da percepção de uma realidade teatral no seu ponto zero, sem contexto, sem passado, sem qualquer outra premissa para além do confronto do performer com um espaço vazio, uma duração e a presença do público.
3. desconstrução do enredo
Em “La Famiglia” pretendo desenvolver esta noção de representatividade a partir do momento presente, e tomando-o como o ponto zero para a sua construção, mas incluindo mais performers, criando uma teia de representações não só com o público, mas também entre eles, abordando a presença do público como o terceiro elemento que testemunha a relação de outros.


Dia 3 de Maio
Bomba Suicida

Rua dos Caetanos n26 (Bairro Alto – em frente ao Conservatório de Música)
15:00 - 19:00 – De 20’em 20’ inícios dos projectos

Na Bomba Suicida com apresentação de projectos em fase de exploração onde já se começa a tratar e a mexer nos materiais (objectos, textos, imagens, imaginários, vocabulários…) mas ainda não foram confrontados com a reacção do espectador. São materiais que ainda se encontram em estado “bruto” ou em “esboço” e descontextualizados de um ambiente “espectacular”.

15:00
LAST EMPTY WORDS in a linolium carpet

Concepção: Acerina Ramos
Som: Santi Camus y Acerina Ramos
Imagen: Acerina Ramos

Sinopse
El comienzo fue preguntarme “ ¿Cuál es mi límite?”o, en otras palabras “¿cuánto de mi yo privado soy capaz de hacer público? “También, ¿hasta dónde puede un espacio escénico contener, dar cabida a mi yo no-público? Para ello, me sumí en el mundo de mis fantasías sexuales, y para articularlas, les di voz.
Mi yo privado contiene, entre otros, ingredientes de deseo, de voluntad y una vaga culpa heredada. ¿De qué manera la culpa se impregna en un cuerpo físico al que se despoja de intención?
En el proceso de crear y dar vida a lo que ya lo tiene, surgieron una serie de descubrimientos: Preguntándome por mis límites, los amplié ya que entré en contacto con objetos desconocidos para mi (no des-cubiertos). Los objetos se asocian a funciones, estas funciones a contextos. Probar mis límites y también probar los límites de la realidad intersubjetiva; hasta qué punto puedo flexibilizar la función de un objeto, permitir que emerjan otras funciones, y que por tanto el objeto contenga otro significado, sumergirme en otra situación sin perder el contexto previo.
Construí imágenes de ese universo personal, teñido inevitablemente de ironía, tristeza y melancolía.

15:20
Às claras em castelo “Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”

Concepção: Elizabete Francisca Gonçalves Santos

Sinopse
Ela quer casar.
Ela quer fazer um bolo.
Um bolo para o dia do seu casamento.

Uma mulher.
Uma personagem. Duas pernas, dois braços, um tronco. Por vezes várias cabeças.
Elementos que se misturam numa massa que ganha diversos tons e várias fervuras, entre a eleição de símbolos que evocam todo um imaginário, de alguém que se propõe, que sente, que preconiza.
Uma mulher de mão na massa.
Por vezes entregue à jaula dos leões, outras manipuladora de um enredo fantasioso e absurdo, projecta as suas ambições e os seus desejos num cenário que cria, à medida que manuseia os vários objectos e vive o espaço.

Um passo a passo descontínuo, uma receita sem receita, um jogo com baralho incompleto.
Quem é esta mulher?
Qual é a sua receita?
Será a sua afirmação uma premonição?
Que sabe sobre ficção?
De que são feitos os sonhos? Sensação ou sentimento? Existe distinção? De que maneira ela sente?
Não serão tudo apenas sensações momentâneas provocadas pelos estímulos e pelas suas próprias acções?

15:40
PONGO LAND - (VIDEO TALK)
Orador: Nuno Lucas


PONGO LAND é um projecto que se tem vindo a desenvolver em diferentes fases, em Portugal e na Alemanha, pelos corerógrafos Nuno Lucas (Lisboa) e Hermann Heisig (Berlim). Conheceram-se durante o programa ex.e.r.ce orientado por Mathilde Monnier e Xavier Le Roy no Centre Chorégraphique National de Montpellier Languedoc Roussillon (França).
Este trabalho é uma pequena reflexão sobre o que significa ser artista.
PONGO LAND é um cenário para “freaks”, uma utópica república infantil onde “Nuno” e “Hermann” se ocupam a inventar linguagens, a manipular corpos e a reconstruir rituais cujo sentido e signficado se foram perdendo ao longo dos tempos.
PONGO LAND - (VIDEO TALK) é uma forma de apresentar o trabalho ainda numa fase de criação através da exposição de alguns excertos em video com comentários.



16:00
Please, Carry me to the Door!

Concepção : Catarina Miranda
Colaboração Sonora e Interpretação: Sara Pereira
Proposições coreográficas escritas por:Catarina Miranda Joana LouçãJoão Victor CavalganteOlga NenevéSofia NeuparthThiago CostaInterpretação: Sara Pereira Catarina Miranda



sinopse
Please, carry me to the door! /VARIAÇÖES DE PENUMBRAEstudo do volume de movimento por entre a penumbra.Acçäo geográfica de 1 corpo em constante relaçäo com 3 coordenadas espaciais e uma linha de público. (ou vice-versa)VARIAÇÕES GEOLÓGICAS.VARIAÇÕES GEOGRÁFICAS.VARIAÇÕES DE SUPERFÍCIE.
VARIAÇÕES SONORAS.VARIAÇÕES COREOGRÁFICAS.


16:20
Desenho de gestos imortais

Concepção: Antonio M. Rodrigues, Inês Clematis

Sinopse
As artes plásticas unem-se à dança formando o espaço que o corpo habita, este interage num diálogo de união entre as diferentes linguagens.
O corpo como gesto em movimento que surge numa orgânica interna desenhando no espaço a sua presença etérea através do respirar… Denunciando, deste modo, diferentes formas de ser em constante mudança…
Usando materiais pobres como cartão e elementos orgânicos como fruta e pão, questiona-se a impermanência e fragilidade dos seres na sua condição básica em contradição com a expressão de gestos imortais, onde o corpo se transforma em sonho, se dissolve em luz, se confunde com o som…
A descoberta da imaterialidade do corpo através da sua expressão integral de conexão consciente a uma natureza sensível do imponderável.

Esquecemos por momentos o corpo: como está a tua mente, como está o teu coração?


16:40
Rabisco


Concepção: Susana Gaspar


Sinopse

Sinto que pertenço a dois mundos que tenho dificuldade em cruzar: o urbano e o rural. E ás vezes, penso que o meu problema é um problema que não é só meu. Por isso, é também um enigma de que não consigo desistir até que fique completamente resolvido no meu corpo. Agora estou preocupada com a voz. A minha voz, a da minha mãe, a da minha avó… a dos outros avós, a dos outros pais, a dos outros desconhecidos. Haverá uma voz do movimento? É possível ter a mesma sensação a cantar e a dançar? O que é que o movimento pode dizer sem palavras? O que é que a emoção do som abre no movimento? Este é o início de um trabalho intercalar, que há-de conduzir a uma coreografia.



17:00
CATÁLOGO

Concepção: Flávio Rodrigues

Sinopse
"Catalogo" é o resultado duma pesquisa sobre o corpo masculino em diferentes imagens esculpidas por escultores gregos e romanos, estas esculturas após captadas, inseridas num corpo actual, e seguindo o seu movimento para uma nova imagem, cria esta intervenção num espaço público que passou a ser um espaço performativo. "Catalogo" visa renascer estes corpos num corpo actual, não pretendendo mostrar a escultura copiando-a, mas sim trazendo-a e inserindo-a na contemporaneidade. O coreografo de "catalogo" usa as esculturas como forma de mostrar a evolução do corpo, e a imagem a que estes se sujeitaram ao longo da evolução deste. Com o decorrer da intervenção são perceptíveis as esculturas que sempre observamos e estudamos, que estão presentes porque sempre nos foram incutidas…mas ao mesmo tempo é perceptível também o corpo actual, a imagem que este tem e usa.A ligação entre ambos dá resultado a esta performance que pretende acima de tudo fazer uma viagem pela Grécia antiga e quem a conduz é um corpo como outro qualquer que poderíamos encontrar por aí…

17:20
Gotas de Silêncio

Concepção: Cinira Inês Proença Neto Macedo

Sinopse
Gotas de silêncio é uma pesquisa sobre a dinâmica da fluidez.
Todos os fluidos do corpo são essencialmente constituídos por um líquido (água), que muda as suas características dependendo do tipo de tecidos com que se relaciona.
“Água: líquido que possui, em elevado grau, uma estrutura interna resultante de uma “viscosidade” que pode manter as moléculas H2O num labirinto dinâmico em constante mudança.”, BALL, Philip H2O Uma Biografia da Água, Temas e Debates, 1999


17:40
corpo,imagem,história

Concepção: Ibon Salvador Bikandi


Sinopse
Gera-se em mim um diálogo entre a escrita, a dança e a palavra.
A escrita mesma me ajuda a começar. Ler isso que escrevi desde o corpo, desde o imaginário do corpo me leva a um lugar em que esse mesmo corpo aparece mais presente. É como uma preparação. O facto de contar uma história para mim acerca-se a uma escrita não linear e mais tridimensional que o corpo desenha no espaço, com o espaço. As vezes é um movimento que me leva a uma imagem que traduzo ao corpo, outras aparece uma palavra que me arrasta a uma acção ou a uma sensação que danço… assim vou contando a história que vivo nesse momento, nesse espaço que habito desde o corpo e o imaginário…

18:00
Na minha Casa


Concepção: Raquel Faria

Sinopse
Neste momento estou a trabalhar no corpo como a minha casa. Estou na pesquisa do corpo, que me transporta para o estudo dos sistemas, órgãos, músculos, ossos. A casa em que vivo tem quartos, salas, dispensas, dos cotovelos, dos intestinos, do estômago, dos pés, das mãos, cabeça, de tudo, todos trabalham para um bom funcionamento da casa. Observo todos os dias como ela está, os vários estados, a temperatura. Como se move hoje? Esta pesquisa é também feita com suporte bibliográfico que utilizo de Bonni Cohen, Mabel Todd , abordando a anatomia do corpo e movimento. Esta passa também por apresentações nos espaços experimentais no c.e.m (centro em movimento), onde vou trabalhando cada coisa em cada momento da pesquisa.
18:00

Almoço na relva

Concepção: Maria Lemos, Mariana Tengner Barros e Elizabete Francisca

Sinopse
Queremos ocupar uma imagem. Queremo-la para vivermos nela. Queremos uma imagem famosa. Queremos representá-la ao mais fiel pormenor, dentro do que nos é possível.

“Almoço na relva” de Manet. Porque nos intriga. Porque intrigou em 1863 quando foi exposta. Porque ainda intriga agora. Porque talvez continue a intrigar no futuro.

Agora estamos “cá dentro”, o que acontece? O que é isto?
Vamos simplesmente “estar aqui”. Mas este tempo “é outro”. Aqui dentro a imagem que ocupamos também nos ocupa. A intriga que esta nos cria leva-nos a não saber o que fazer dentro dela. Aparecem acções fora de tempo. Acções não acabadas. Acções não realizadas. Acções tentadas.

Coçar a barba. Rir. Perguntar-lhe: “Queres uma maçã?”. Ela diz, com uma parra à frente: “Pode ser”. Pôr coisas na mão. Piscar os olhos. Mexer o dedo. Quedas da cabeça. Tossir com a garganta. Tentar tocar. Sorrir. Olhar para quem falta. Palmadinhas na perna. Querer o chapéu. Esquecer o que se vai fazer. Preparação. Fazer cutchi cutchi nele. Abrir o vestido meticulosamente. 60 segundos na pose. Espirrar. Não perceber nada.


18:20
A Paixão Segundo São Mateus

Concepção: Vera Sofia Mota


Sinopse
Pelo trabalho de um fragmento da obra A Paixão Segundo São Mateus, de J. S. Bach, fui remetida para a sua unidade, percebendo que o trabalho sobre o dito fragmento ao ser aí localizado se desintegraria.
Ao perceber isso, percebi também o lugar em que essencialmente me coloquei desde o início, o lugar da ouvinte, mais do que o lugar da performer ou da bailarina.
Trata-se então, de, numa fase muito embrionária, dar a conhecer o trabalho sobre as condições de formação de qualquer matéria neste contexto, vivendo essa mesma disposição inicial.


18:40
Lume Brando


Concepção: Elena Castilla, Francesca Bertozzi, Silvia Pinto Coelho.

Sinopse
Três mulheres cozinham as suas memórias produzindo cheiros evocadores de ambientes (...).
Ao mesmo tempo que revivem episódios da sua vida, executam acções comuns que se distinguem pela minúcia e eficácia dos gestos.

Dia 3 de Maio
Negócio/ZDB

Rua de O Século nº 9, porta 5

15:00 - 19:00 – De 40’ em 40’ inícios dos projectos


No Negócio/ZDB com apresentação de projectos em fase de experimentação onde os materiais já estão explorados e os artistas sentem a necessidade de os confrontar e experimentar com outras disciplinas que obriguem a um tipo de condições mais exigentes onde os próprios materiais são a luz, o vídeo ou a cenografia.

15:00
Don’t get any big ideas # 2


Concepção Patrícia Milheiro
Assistência de criação_ David Marques
Sonosplastia_ Bruno Vasconcellos
Som_ Nude - IN RAIBOWS – RADIOHEAD
Agradecimentos: Francisco Camacho, Eira, Bruno Martelo, Manuel Alão

Sinopse
don´t get any big ideas #2 parte da necessidade de continuar a analisar e explorar os conceitos aplicados em don´t get any big ideas (solo criado em residência artística no espaço EIRA, 2008). Durante a residência foram trabalhados os conceitos da criação como espaço privilegiado de relação, de reformulação e de transformação, incidindo sobretudo na questão da autoria e identidade no objecto artístico. Foram experimentadas e desenvolvidas as especificidades do corpo estilizado e simbólico, aproximando o movimento da construção plástica e conceptual da obra. Descomprometido, sedutor e artificial. Uma ideia simples para todas as expectativas.

15:40
Peça Do Coração


Concepção: Mariana Tengner Barros
Interpretação: Mariana Tengner Barros, Elizabete Francisca Santos, Maria Lemos, Joana Castro e Claudia Tomasi.
Música: Resog 45 -Pita; From what is said to when it’s… -Bark Psychosis; Motion Lotion -Filipe Lopes, 3 Lobed - Yannis Kyriakides & Andy Moor, Priznak Aluminium -Violet.
Cenografia: Mariana Tengner Barros
Figurinos: Mariana Tengner Barros


Sinopse
A Peça do Coração aborda a identidade, a minha identidade. Através da proliferação de representações de min mesma e da simbolização de alguns capítulos da minha historia, eu enfrento também a alteridade que me desafia para uma abertura endógena. Um solo a cinco corpos num cenário policromáticos repleto de signos pessoais, onde passam a leveza, a perturbação e a euforia. No azul da minha melancolia eu rio de prazer, no branco deixo marcas, e o vazio tinge-se de vermelho.

16:20
Representações


Concepção, direcção e interpretação Mário Afonso
Consultoria artística Maria Filomena Molder
Acompanhamento artístico João Fiadeiro e João Queiroz
Conversas e entrevistas Rui Catalão
Produção Re.Al

Sinopse
Os primeiros 10 minutos são sempre bem recebidos. Terá certamente a ver com uma expectativa criada em torno do momento. Os movimentos seguintes levantam algumas questões.Muitas pessoas ficam chocadas com a crueza das acções: uma intricada e grosseira coreografia de movimentos quotidianos. Outras, sentindo-se porventura insultados, deixam fazer notar o desconforto. Outras ainda, despertadas pelas acções mínimas e aparentemente vazias, esticam ligeiramente os seus corpos em frente para melhor ver o que se passa:Um ritual que em tudo faz lembrar a acção de um artesão no conjunto dos seus gestos simples em volta de uma cadeira.Há uma questão que me persegue: a do corpo, tenha ele que forma tiver, moral ou qualquer outro sentido.

Na construção dos meus projectos coreográficos tenho vindo a interessar-me pela definição de uma acção física que “obriga” o corpo a habitar um determinado espaço e tempo, no momento em que este se apresenta publicamente no contexto do espectáculo. E é precisamente através dessa forma que ponho em prática o meu interesse em relacionar o movimento com o pensamento, relativamente a um ambiente temático específico.


17:00
I am the Dancer

Concepção: Ali Moini

Sinopse

the show has 3 parts:

part 1- i try to make an image about myself by words but not that image which you are seeing from me
/(A): i make abstract images about myself for the audiences instead of the images which they are seeing about me. the images which are impassible for me to make them in real./ work with Words and Blank white board in the Space.

part 2- i try to project your own image on the image which you are seeing from me
/i compare my image to some Video which are look like abstract images in the (A) / Work with manipulated inserts of Video dances on the White board in the Space.

part 3- i try to put your own image instead of what you are seeing from me.
/i put the abstract images (A) instead of the real images of myself/work with some inserts of video dances.

17:40
6 JUIN 2003


Concepção Yann Gibert

Sinopse

A partir do contexto SERRALVES EM FESTA, onde que a peça deveria estreiar os dia 7 e 8 de Junho eu propus um espectáculo, um solo, em forma de testemunho. Falar com o público de como estou na posição de fazer um espectáculo lá, a frente dele, enquanto coreógrafo.
Este dialogue vai seguir a retrospectiva, num ordem cronológica, da minha jovem careira de coreógrafo, de hoje até a estreia da minha primeira peça que aconteceu o dia 6 de Junho 2003.
Este trabalho alterna – se entre formulação de um discurso baseado sobre factos reais e reencenação parcial de cada peça.

18:20
LAISSERVENIR

Concepção e interpretação: Eléonore Didier
Colaboração pelo Figurino: Sylvie Alquier
Colaboração e conselhos imagem: Stéphane Babi Aubert, Michèle Moulonguet, Corine Petitpierre, equipa técnica de Mains d'Oeuvres


Ante-estreia : Mains d’Oeuvres (saint-Ouen), 14&15 março 2008
Estreia : Teatro do Campo Alegre (Porto) 15 Maio 2008

Sinopse
«Deixar» e «vir» são dois verbos, duas acções que se referem a estados de corpo opostos: o primeiro aponta para passividade, … já segundo, podemos imaginar a sua textura como activa.
Surpreendeu-me e intrigou-me que os costumes gregos e romanos não distinguiam homossexualidade de heterossexualidade, mas tão só um comportamento passivo de activo – hoje em dia são comummente atribuídos em função do género: a mulher é passiva, o homem é activo. Em «Le Sexe et L'effroi», Pascal Quignard descreve o homem como um ser desejando, preso na petrificação, na erecção, que o autor considera a primeira forma da estatuária. Como defende, em Latim o pénis erecto era designado por fascinus, termo na raiz do verbo fascinar. “DEIXARVIR” é um deambulatório por pilares de reflexão sugeridas por Pascal Quignard, aproximando as noções de desejo, petrificação e fascinação.

Dia 3 De Maio
Alkantara
21:00 - 23:00


Calçada Marquês de Abrantes 99 – Santos

No espaço do Alkantara é apresentado uma série de projectos em espaços não convencionais que pretendam explorar outras formas de relação com o espectador, com os materiais e com o espaço de representação. Serão projectos híbridos, entre a instalação e a performance, numa relação transdisciplinar entre a dança e as artes plásticas, a música, o cinema, vídeo, o teatro ou a literatura.


Dontdiemyfriendtommy

Concepção Hajime Fujita


Sinopse

"dontdiemyfrinedtommy" is my small project which was already presented as
performance in Porto in 2007. In your festival, I would like to combine with the
idea of my other piece called "visible/invisible" which was (re)presetned as
performance in Porto and Kyoto(Japan), and as video installation in
Reims(France) and Chalon sur Saone(France), all in 2007.
The main forcus is to dedicate the problem of the poverty in a modern society.
This is based on my experience in London: I had to sleep 2 nights on the street
by accident, and I met one homeless old Scottish. As the poverty is highly
difficult and complex problem, I would like to propose as a half-installation way,
not to "push" my idea/opinion to spectators.


Notas de Cozinha de Leonardo da Vinci

Coreografia e interpretação: Diana Alves
Desenho de Luz: Carlos Arroja
Produção e Figurinos: teatromosca
Produção executiva: Pedro Alves
Apoios: Câmara Municipal de Sintra, Escola Superior de Dança de Lisboa e Associação Cultural Alagamares

Sinopse
O ponto de partida para esta criação é a reconstituição do universo temático de uma específica obra literária não ficcional, trabalhada coreograficamente - o Codex Romanoff (tratado sobre cozinha atribuido a Leonardo da Vinci). A (des)organização dos seus manuscritos, determina conceptualmente a estrutura fraccionária da peça: as várias secções que a compõem não apresentam uma sequência lógica entre si. Encontrando correspondência entre as palavras e o movimento, sem, no entanto, pretender contar uma história, este solo apropria-se de material teatral e mimético, como gestos e vocalizações, pelas suas potencialidades expressivas, e trata-o através das ferramentas da composição coreográfica. O desenho de luz assume aqui um papel de destaque, buscando inspiração no Tratado de Pintura, de Leonardo da Vinci, procurando assimilar os traços que o caracterizam artisticamente.


Apresentação Pública

Interpretação e co-criação: Cristiana Rocha, Loup Abramovici e Susana Chiocca
Fotografia: Paulo Pimenta
Vídeo: Eva Ângelo
Luz: Mário Bessa
Observadora: Gabriela Vaz-Pinheiro
Produção Executiva: Núcleo de Experimentação Coreográfica
Co-produção: Festival da Fábrica
Patrocínios: Ramos Pinto, Vitalis, Marques Soares
Agradecimentos: ESMAE, Balleteatro, Ginasiano Escola de Dança, Fundação Serralves, Plano B e Café au Lait
Projecto apoiado pelo Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes

Sinopse
Projecto de colaborações, promotor de encontros transversais que acontecem em vários momentos e dentro dos quais as ideias de apresentação pública no contexto do espectáculo são colocadas em perspectiva através do contributo de colaboradores provenientes de diversas áreas artísticas.
Ao longo do processo, há um movimento de deslocação entre o espaço público e o estúdio/palco, pelo que o projecto se vai concretizando através de uma constante produção de intervenções para diferentes lugares e contextos. Qualquer apresentação é um convite ao observador para que este entre na própria criação, movendo-se entre diferentes coordenadas de realidade.


SELF PORTRAIT AS AN ARTIST

Concepção: Nuno Lucas


Sinopse
Este trabalho é uma pequena reflexão sobre o que significa ser artista.
O seu formato ainda não está definido, pode ser uma performance de 15 minutos ou uma
instalação que permancerá estática no espaço e que ocupará apenas uma mesa com um
televisor ou um computador.

Há sempre um acorde que me escapa

Criação/Performance: Vera Sofia Mota, Gustavo Sumpta
Música: Choci Loni, Young Marble Giants

Agradecimentos: Escola Superior de Dança, Isabel Duarte, João Fiadeiro, Susana Chiocca.

Sinopse
Esta trata-se de uma peça de dança onde a música adquire o lugar de essencial guia e mote de toda a sua formulação, numa relação em que é a intimidade com esta e com o espaço que a permite que vem, a cada instante, definir a instabilidade dos corpos apresentados.
Nas palavras de Paul Valéry, «A dança é toda uma outra coisa. É sem dúvida um sistema de actos, mas sem fim em si mesmos. Não conduz a nada. E se persegue um qualquer objectivo, é um objectivo ideal, um estado de inebriamento, um fantasma de flor, um momento extremo, um sorriso que se forma finalmente no rosto de quem o solicitava ao espaço vazio.
Não se trata, pois, de efectuar uma operação finita, e cujo fim se situa algures no meio que nos circunda; mas sim de criar, e de manter exaltadamente, um certo estado, graças a um movimento periódico que pode ser executado no mesmo sítio; movimento que se desinteressa quase completamente da vista, mas que se excita e regula pelos ritmos auditivos.» (Oxford, 1939).


Impressões/ Prints

Re-montagem de textos, voz e interpretação: Margarida Mestre
Musica original: Gonçalo Gato
Apoio: casa da juventude de Almada – Ponto de encontro

Sinopse

Recital para voz, guitarra portuguesa e projecção de vídeo
Interpretação vocal e electrónica de momentos narrativos. Palavras feitas musicalidade.
Som que desagrega e multiplica vocábulos. Paisagem granular.
Narrativa sonora impressa no espaço, no papel e na pele.
“…como se a voz pudesse despedir o mundo dos nomes…”





FESTA DA FESTA
A partir da meia-noite a Festa da Dança vai para o novíssimo espaço LX Factory (Forum Dança e Rumo do Fumo), onde iremos organizar uma festa de dança com DJ’s e VJ’s, que finaliza a programação do dia e possibilita a discussão e a descompressão dos artistas e do público. Mas mesmo neste evento descomprometido vamos apresentar o resultado da workshop "I put a spell on you" de Ana Borralho e João Galante da Casa Branca.

3 De Maio
Lx Factory


Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara

24:00

No espaço Lx Factory. O percurso programático de Sábado culminará na Festa da Festa no Lx Factory organizada pelo experiente e animado Bar PUREX. O público da Festa da Dança terá entrada grátis e as bebidas a preços apetecíveis... A ideia é dançar, dançar, DANÇAR.

I Put a Spell on You

Conceito, direcção artística e formação/workshop: Ana Borralho & João Galante
Performers para fotografia, vídeo e performance: pessoas locais participantes do workshop (número variável)
Caracterização: Jorge Bragada
Fotografia: Ana Borralho
Edição vídeo, tratamento digital das fotografias, animação, efeitos especiais: João Galante
Som, luz e grafismo: O Rato e o Macaco

Produção: casaBranca
Co-produção: Artadentro , Festival Circular
Apoios:, Eira, JGM, Útero, Land.território artes, Devir/CApa


Sinopse
Com conceito e direcção artística de Ana Borralho & João Galante, I put a spell on you é um projecto que integra performance, exposição de fotografia, e vídeo . Estruturado a partir de workshops nos locais de apresentação, este projecto, pretende trabalhar com pessoas das comunidades locais, com o objectivo de integrá-las na performance, vídeo e fotografias.
Como tem vindo a ser recorrente nos nossos trabalhos, em I Put a Spell on You interessa-nos produzir um confronto/troca entre a obra e o espectador, de forma a que este produza/finalize a obra, integrando-a. Passar a responsabilidade da criação de um sentido, do artista para o observador.

Dia 4 De Maio
C.M.Lisboa / Terreiro do Paço


A partir das 14:30 apresentações de projectos em espaços não convencionais
Programação de projectos em espaços não convencionais com a parceria da C.M. de Lisboa, apresentação de projectos desenhados para um conjunto de espaços circundantes do Terreiro do Paço: Claustros, Galeria, Arcadas, Praça do Ministério das Finanças.

14:30
PASSADEIRA 150


STRATUM, Laboratório de Paisagem e Patrícia Querido.

Sinopse

Um trabalho escrito a 6 mãos e realizado por muitos corpos que se pretende catalizador de outros mais. “Passadeira 150” inicia-se no confronto do humano com o único registo que faz da rua o espaço comum de peões e carros. Um “jogo” que começa contextualizando o corpo com a passadeira. A banda onde o corpo tem prioridade sobre o automóvel, não é retirada do seu local mas é redimensionada e ganha um novo significado. O espaço novo e único vai-se delineando pela extensão das bandas brancas da passadeira e são os corpos em movimento que as seguem, que cunham a nova identidade do território rua e possivelmente mudam a percepção do espectador. No ponto de chegada, a bandas brancas da passadeira dão forma ao palco. Na apoteose do corpo que reclama e aclama a vontade de trazer a rua para si, o momento descodificador, a reconquista dos sentidos sobre a cidade, agora limpa. Em volta, a plateia são relvados, espaços para 2 que em seguida se podem movimentar pela rua, que agora é nossa.

14:30
Mesa2


Concepção:Pedro Carvalho

Sinopse
H deixou a sua mesa. Lá se encontrava há muito tempo. Tanto que já não era claro o dia em que resolveu dali não sair mais. Agora resolveu mesmo ir.
Mas para onde?
Mesa2 é a continuada procura de uma personagem pelo seu modo de existir, num local e tempo próprios. A performance tem como suporte o corpo que se mexe por intenções, e que acompanho no sentido da descoberta da dança.

14:30
Fluxos


Concepção: Mariana Portugal e Nuno Bernardo

Sinopse
Lado a lado, pretendemos atravessar o espaço da praça do comércio, caminhando apenas, num movimento quase estático. Procurar permanecer gerindo a respiração, peso e relaxamento dos corpos numa situação de tensão provocada quer pelo tipo de movimento proposto, quer pelos ritmos, tempos, cheiros, sabores, imagens ambíguos do ambiente frenético que se instala à volta, lugar ou não-lugar de passagem para o regresso a casa. Jogo entre estado atento e desperto e fuga ou adormecimento que gera confusão. Atravessamos várias camadas, individualmente, nesta relação de opostos. Quem faz e quem fica para observar. Esta situação de tensão pode provocar suspensão, individual ou colectiva, numa atmosfera de espera que, por sua vez, reforça a ideia de uma atmosfera abismal, um espaço vazio neste “não – espaço cheio” de passagem.


15:00
Lugar Designado


Vídeo-Dança-Instalação
Co-criação: Rita Wengorovius Meneses & Verónica da Costa
Realização: Verónica da Costa
Performance: Rita Wengorovius Meneses

Sinopse

A ambiguidade de um muro azul avermelhado remete-nos para um ambiente estranho e íntimo. É a situação propícia para espreitarmos pelo buraco da fechadura e surpreendermos, em flagrante, o momento involutivo da personagem. O momento que antecede a descoberta de “uma porta num muro sem porta” (Pessoa, “A Tabacaria”).[A instalação foi concebida para a apresentação do capítulo 1-4 do projecto de vídeo-dança ‘Lugar Designado’.]

15:00
Uma performance funcional


Concepção: Tiago Gandra

Sinopse
O projecto consiste numa obra visual dada pelo enquadramento da peça Performance Funcional na praça do Terreiro do Paço. É de longa duração e assenta sobretudo no percurso mecânico relativo há montagem e colocação desta no espaço. Representa uma performance funcional na forma como é apresentada onde a origem do percurso das acções performativas, são resultado da função adquirida para a última imagem que é dada pela disposição da peça. Este projecto é baseado na realidade quotidiana do objecto, na sua multiplicação e na sua colocação na rua, realizado pelo corpo que faz, atingindo o lugar expositivo e subsequente ás questionáveis condições estruturais da arte. Recorre à intervenção no sentido de se apropriar do espaço, sacralizando e referindo a sua pratica como um erro imagético que na sua absurdez eleva a paisagem a espaço artificial.


15:15
16:45
Ego skin

Concepção/Direcção: Amélia Bentes
Intérpretes: Amélia Bentes e Ludger Lamers
Criadora convidada: Lia Rodrigues (dança)
Figurinos: Vel z
Fotos: Catarina Barata

APOIO: Ministério da Cultura - Instituto das Artes
PARCERIAS: ACCCA – Companhia Clara Andermatt, Centro Cultural de Belém , Centro em Movimento, Re.al, Atlético clube e moscavide, Karnart


Sinopse

“Ego skin” é um projecto criado por Amélia Bentes, que tem por intenção explorar o conceito de Ego enquanto "imagem de si-mesmo" foi criado um dueto, que foi oferecido a três criadores de áreas artísticas distintas Cláudio Hochman (teatro), Lia Rodrigues (dança) e Jorge Goçalves (desenho digital em tempo real), a quem foi lançada a proposta de o trabalharem, transformarem ou recriarem. Do produto final resultou uma viagem de tripla-perspectiva sobre o mesmo tema, tendo como referência o corpo-pele, fronteira de identidade e defesa. O corpo, ser-no-mundo que participa, comunga e comunica, vivente e vivido, tocante e tocado. É partindo desta imagem que o corpo se modela, se transfigura, se desfigura, ideia que implica necessariamente a subordinação do corpo ao olhar do outro.

15:30
Não sabemos fazer panquecas


Concepção: Luciana Chieregati
Performers: Luciana Chieregati, Ibon Salvador e Isaak Erdoiza

Sinopse
Trabalho a ser desenvolvido em “site especific” no interior do ministério da justiça que desenvolve-se a partir das conexões estabelecidas e criadas entre os performers e o espaço, bem como com seu tema poético, a saber o dissolver de uma acção ao longo do tempo espaço vivenciado. Para tanto traremos uma cena cotidiana de “fazer uma omelete”, que ao largo da acção vai se transformando no grotesco e se torna capaz de proporcionar leituras desse novo contexto criado que estão directamente relacionadas ao espaço e a relação entre os intérpretes e deles com os materiais.


15:30
Uma Bailarina na Mezzanine do Ministério das Finanças


Concepção e direcção Aldara Bizarro
Interpretação/co-criação Ainhoa Vidal (a interpretação é alternada com Ainhoa Vidal, Yola Pinto e Susana Mendes)
Concepção Musical Anthony Wheeldon e Jesse Chandler
Concepção plástica Teresa Caria (manutenção e adaptação final Mathieu Crespin)
Fotografia António Rebolo
Concepção do suporte didáctico Sara Barriga
Grafismo e ilustração do suporte didáctico Margarida Botelho e André da Loba
Produção executiva Tânia Guerreiro


Público-alvo 7 aos 12 anos e família
Número máximo de participantes 50 participantes

Sinopse

Uma bailarina lança a todos uma pergunta: “Qual a parte do corpo que gostas mais?” abrindo desta forma o diálogo sobre o corpo com as crianças presentes, onde através do movimento bailarina e alunos executam a ‘dança dos músculos’ e reflectem sobre a natureza e o pensamento do corpo. Também se pretende pensar sobre a herança genética e a influência da cultura no corpo, para tal a bailarina partilha com a sua audiência o seu passado e a origem familiar. O espectáculo termina com uma série de tarefas que as crianças executam em conjunto seguindo-se de uma conversa informal onde se pretende que os alunos reflictam sobre o espectáculo incutindo assim nas crianças noções de interpretação do que acabaram de ver e participar.
Uma Bailarina… reúne ao mesmo tempo, aspectos inerentes ao espectáculo e atelier de dança, suscitando a reflexão sobre matérias relacionadas com o corpo, enquanto objecto de saber e de sentir diferente do corpo habitual, dado no contexto escolar.


15:45
SOBRE RODAS

Direcção Artística e Coreografia Ana Rita Barata
Co-criadores e Intérpretes Rita Judas, Pedro Ramos, António António Oliveira
Julieta Rodrigues
Co-criadores e Intérpretes (Associação Paralisia Cerebral de Lisboa) João Pereira, José Marques, Zaida Pugliese, Adelaide Oliveira, Sílvia Pedroso
Equipa de apoio APCL e intérpretes António Paiva, Célia Carmona, Carolina Santos
Co- Produção APCL – CRPCCG _ VO’ARTE


Sinopse

Tudo sobre rodas, a andar de rodas, a falar de rodas, tudo em roda desta pequena troupe que vem não sabemos de onde, mas que aparece misteriosamente deslizando.
Em modo circulatório instalam-se para nos falarem de histórias do passado e do futuro.
É com o público que esta troupe quer dançar e rodar e de forma poética conhecerem o que o limite de alguns é o infinito para outros, ou o que numa roda cabe, senão o mundo inteiro…

SOBRE RODAS é um projecto em criação que integra pessoas com deficiência motora e profissionais da dança, circo, música e teatro. Este projecto nasce da primeira experiência feita com os utentes da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa para um projecto em França, no âmbito do ano Europeu da Inclusão e no 2º Fórum Europeu de jovens criadores de moda adaptada.

16:30
f/f

Concepção: Hajime Fujita

Sinopse
f/f é um projecto meu de improvisação em dança que tem sido (re) apresentado mais de 30 vezes em Yokohama, Kioto e Osaka no Japão; Montemor-o-novo em Portugal e em Reims- França, inserido na programação de vários festivais e estruturas. O foco principal desta proposta é a existência do intérprete /eu próprio. Por isso, o meu corpo estará disponível. As possibilidades: aceita ou recusa coisas à volta ou entro de mim. Assim, o ambiente do espaço refectir-se-á sempre na dança. De acordo com isto, esta dança vai-se alterando de forma dinâmica e flexível, especialmente em comparação com o espaço: o exterior; o espaço comum, etc. e isto tudo afecta a perspectiva do espectador.

Dia 4 De Maio 18:00 em diante
Terraço do Mercado Chão do Loureiro
Para terminar esta Festa da Dança em beleza a proposta é um chill out sobre os telhados da Lisboa que acolheu esta celebração de uma das artes contemporâneas mais fascinantes e vibrantes.

A REDE, associação de estruturas para a dança contemporânea, é uma organização supra associativa que representa os interesses da comunidade da dança contemporânea portuguesa.
A sua formação decorre da evolução do trabalho desenvolvido no início dos anos 90 pela Associação Portuguesa para a Dança, tendo prosseguido a sua actuação enquanto grupo informal de reflexão sobre as políticas e práticas culturais. Desde sempre a REDE tem sido a expressão viva do movimento contemporâneo e da mobilização do sector com a associação de 24 estruturas culturais em Portugal.

ESTRUTURAS Sócias da REDE / 2008

• ALKANTARA /
www.alkantara.pt
• Associação Cultural Companhia Clara Andermatt / www.clara-andermatt.com
• BALLET TEATRO CONTEMPORÃNEO DO PORTO, CRL / www.balleteatro.pt
• BOMBA SUICIDA – Associação de Promoção Cultural / www.bscultural.org
• C.E.M – Centro em Movimento / www.c-e-m.org
• CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas / www.centa-tojeira.blogspot.com
• COMPANHIA PAULO RIBEIRO – Associação Cultural / www.pauloribeiro.com
• DUPLA CENA / www.tempsdimages-portugal.com
• EIRA – Produção de espectáculos e audiovisuais, LDA./ www.eira33.blogspot.com
• FORUM DANÇA, ASSOCIAÇÃO CULTURAL / www.forumdanca.pt
• FÁBRICA DE MOVIMENTOS, Associação Cultural / www.fabricademovimentos.pt
• JANGADA DE PEDRA – PRODUÇÃO DE DANÇA E TEATRO, LDA.
• N.E.C NÚCLEO DE EXPERIMENTAÇÂO COREOGRÁFICA /
www.nec.co.pt
• NINHO DE VÍBORAS, ASSOCIAÇÂO CULTURAL
• O ESPAÇO DO TEMPO /
www.oespacodotempo.pt
• O RUMO DO FUMO, PRODUÇÂO DE EVENTOS, LDA./ www.orumodofumo.com
• RE.AL – CRIAÇÃO, FORMAÇÃO E PRODUÇÃO ARTISTICA, LDA./ www.re-al.org
• ZDB, GALERIA ZÉ DOS BOIS /
www.zedosbois.org
• ZUT! / http://www.zut-site.com
• MATERIAIS DIVERSOS/ www.materiaisdiversos.com
• CASABRANCA
. ASSOCIAÇÃO VOARTE / www.voarte.com